quinta-feira, 19 de abril de 2018




#Partiuorar!



Há sempre aquela dúvida sobre o que de fato está acontecendo, se a violência e fatalidades de hoje estão pior do que antes ou se isso é apenas o fato de termos mais acesso à informação.

O fato é que aos 37 anos me vejo perplexa com tanto infortúnio humano. Não me refiro tanto à barbárie – neste aspecto acho que os séculos disputam entre si qual foi o pior -, mas ao comportamento de alguns atores que antes eu não via e nem ouvia tanto assim, nem nos noticiários nem nos comentários da vizinhança.

No último mês soube de dois casos de adolescentes próximos a mim que, simplesmente, suicidaram-se. Sem deixar bilhetes, sem explicação alguma, sem nenhuma pista do motivo de atitude tão extremada. Apesar de sabermos que essa idade enfrenta inúmeros tipos de desafios psicológicos, me indago se a ideia de suicídio não tomou uma conotação muito simplória na cabeça desses jovens. Vivemos na era da informação. Mas que informação? Nunca se falou tanto em respeito, tolerância e a superestimada “positividade”. Onde está então esse pensamento positivo que as pessoas repetem-se em replicar nas redes sem ao menos refletir sobre o seu significado?

Acho mesmo é que o suicídio, bem como outras manifestações bizarras da nossa natureza, está sendo mascarado pelos manipuladores das redes com algum tipo de status moderno, por meio do qual suas vítimas acreditam conquistar um reconhecimento profundamente desejado, nem que seja póstumo.

Devemos abrir os olhos das nossas crianças, dos nossos filhos, para que analisem com um olhar mais cuidadoso as mensagens contidas no mundo virtual. E não falo só de chats com estranhos. Devemos ensiná-los que existem maneiras bem mais verdadeiras e eficazes de se receber e espalhar amor e tolerância. Jesus nos deixou vários exemplos. O mais simples e acessível de todos é a oração. Afirmo com toda a força que precisamos hoje muito mais de oração do que curtidas. Os mais frágeis de nós, principalmente.

E aí?    #Partiuorar?