#Partiuorar!
Há sempre
aquela dúvida sobre o que de fato está acontecendo, se a violência e
fatalidades de hoje estão pior do que antes ou se isso é apenas o fato de
termos mais acesso à informação.
O fato é que aos
37 anos me vejo perplexa com tanto infortúnio humano. Não me refiro tanto à
barbárie – neste aspecto acho que os séculos disputam entre si qual foi o pior
-, mas ao comportamento de alguns atores que antes eu não via e nem ouvia tanto
assim, nem nos noticiários nem nos comentários da vizinhança.
No último mês
soube de dois casos de adolescentes próximos a mim que, simplesmente,
suicidaram-se. Sem deixar bilhetes, sem explicação alguma, sem nenhuma pista do
motivo de atitude tão extremada. Apesar de sabermos que essa idade enfrenta
inúmeros tipos de desafios psicológicos, me indago se a ideia de suicídio não
tomou uma conotação muito simplória na cabeça desses jovens. Vivemos na era da
informação. Mas que informação? Nunca se falou tanto em respeito, tolerância e
a superestimada “positividade”. Onde está então esse pensamento positivo que as
pessoas repetem-se em replicar nas redes sem ao menos refletir sobre o seu
significado?
Acho mesmo é
que o suicídio, bem como outras manifestações bizarras da nossa natureza, está
sendo mascarado pelos manipuladores das redes com algum tipo de status moderno, por meio do qual suas
vítimas acreditam conquistar um reconhecimento profundamente desejado, nem que
seja póstumo.
Devemos abrir
os olhos das nossas crianças, dos nossos filhos, para que analisem com um olhar
mais cuidadoso as mensagens contidas no mundo virtual. E não falo só de chats com estranhos. Devemos ensiná-los que
existem maneiras bem mais verdadeiras e eficazes de se receber e espalhar amor
e tolerância. Jesus nos deixou vários exemplos. O mais simples e acessível de
todos é a oração. Afirmo com toda a força que precisamos hoje muito mais de oração
do que curtidas. Os mais frágeis de nós, principalmente.
E aí? #Partiuorar?

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